A grande sacada do filme foi mostrar um fato real que abalou a indústria cinematográfica no final da década de 20, a chegada do filme falado, de forma leve e divertida. Quando os filmes mudos foram substituídos pelos falados, muitos dos atores que eram celebridades nos mudos, não conseguiram se adaptar ao cinema falado. Seja por não ter uma voz muito boa, não terem uma boa dicção ou por não se adaptarem a forma de atuar que a nova tecnologia exigia. Todas essas dificuldades foram mostradas no filme.
Outra cena que chama atenção é a negação e falta de visão de alguns produtores durante uma festa, quando uma mostra de um filme sonorizado é exibida, prevendo o fracasso do cinema falado, dizendo que aquilo não passava de uma diversão barata. Isso aconteceu muitas vezes na história, quando surgiram os automóveis, a TV, os CD’s, DVD’s, etc. Todos que estavam no topo com a tecnologia anterior, ao invés de tentar assimilar o futuro, tentaram de todas as formas manterem a tecnologia anterior. Até que a pirataria digital chegou.
Voltando ao filme, temos uma variedade de números musicais excepcionais. Muito dessa excepcionalidade deve-se ao caráter perfeccionista de Gene Kelly, que ensaiava todos os números exaustivamente e chegou a dublar o sapateado de Debbie Reynolds em algumas cenas.
Quer assistir a um musical excelente, recomendo Cantando na Chuva. É apaixonante.
Ficha Técnica: Singin’in the Rain (1952) Direção: Stanley Donen e Gene Kelly – Roteiro: Betty Comden e Adolph Green – Elenco: Gene Kelly, Donald O’Connor, Debbie Reynolds, Jean Hagen, Millard Mitchell, Cyd Charisse, Douglas Fowley, Rita Moreno, Madge Blake, Kathleen Freeman, John Dodsworth, Judy Landon, King Donovan, Jimmie Thompson.
Fonte: Coleção Folha Clássicos do Cinema
Fotos: Google

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